TV Record exibe entrevista de Bolsonaro

05/10/2018

Jair Bolsonaro (PSL)

Em entrevista exibida pela TV Recordno mesmo horário do debate entre os presidenciáveis na TV Globo, o candidato Jair Bolsonaro(PSL) não foi pressionado, recebeu perguntas propícias para expor suas pautas e foi exibido como uma figura dócil, ainda fragilizada devido à facada que recebeu no início de setembro. Bolsonaro foi proibido por seus médicos de participar do debate por estar em recuperação após ser esfaqueado.

Na terça-feira, 2, o bispo EdirMacedo, proprietário da TVRecord, manifestou apoio a Bolsonaro. O anúncio da entrevista revoltou os adversários do capitão reformado. Ascoligações de Fernando Haddad (PT), de Henrique Meirelles (MDB) e de Guilherme Boulos (PSOL), além do deputado WadihDamous (PT-RJ),pediram aoTSE (Tribunal Superior Eleitoral)que a exibição da entrevista fosse proibida.

Eles alegaram que levar a entrevista com Bolsonaro ao ar infringia as normas de conduta para as televisões. O ministro Carlos Horbach liberou a veiculação da entrevista.

Nela, Bolsonaroapareceu em sua casa, no Rio, e encaminhou a entrevista com a mesma estrutura de suas recentes aparições públicas. Começou falando do ataque a faca recebido em Juiz de Fora e de sua vontade de estar nas ruas fazendo campanha. Ele ressaltou que, por "determinações médicas", deverá evitar excessos.

Na sequência, voltou sua mira ao PT, adiantando a estratégia de atacar Fernando Haddad, possível adversário em um eventual segundo turno. Ele chamou Haddad -que ao mesmo tempo falava na TV Globo-de "fantoche do senhor Lula".

Em mais uma passagem clássica de sua estratégia eleitoral, Bolsonaro disse que unirá o povo brasileiro, que, segundo ele, teria sido dividido pelo PT. Ele argumenta que o país foi separado em caixas entre negros e brancos, ricos e pobres, e, por fim, pais e filhos. Segundo ele, a "lei da palmada", ao não permitir castigos físicos aos filhos, voltaria uns contra os outros. Ele ainda se defendeu das acusações de que seja homofóbico, racista ou machista. Ao fim desse primeiro bloco de dez minutos, um enfermeiro interrompeu a entrevista e Bolsonaroparou para beber um copo de água.

No segundo bloco da entrevista, o candidato acusou os artistas que fazem parte do movimento #elenão, de repúdio à sua candidatura, de "mamarem na Lei Rouanet. Todos eles". Sobre as críticas ao 13º salário proferidas pelo vice de sua chapa, o general Hamilton Mourão (PRTB), ele disse que as palavras foram tiradas do contexto, e que nunca foi falado em acabar com o direito.

Bolsonaro ainda defendeu a revogação do estatuto do desarmamento (que, segundo ele, teria aumentado a violência) e fez a defesa da trinca dosvalores da família, das religiões e da redução tarifária que sustentam boa parte de sua atuação nas redes sociais.

Após a entrevista ser interrompida mais uma vez pelo enfermeiro enquanto o entrevistador diz que ele mostra cansaço, Bolsonaroproduziuo único momento surpreendente ao parabenizar o ex-ministro AntonioPalocci.

Ao ser perguntado se a decisão dojuiz Sergio Morolevantaro sigilo de parte do acordo decolaboração de Antonio Paloccicom a Polícia Federalpoderia interferir no resultado das eleições, Bolsonaro respondeu positivamente.

"Sempre há impacto. Paloccijá vinha colaborando. Ele foi um homem muito próximo do governo, ele conta as entranhas do poder. Não tem como ele fugir da verdade. Parabéns ao Palocci. Quem não erra como ser humano? Ele tenta corrigir seus erros com essas ações", disse o militar.

Irmãos são presos por tráfico de drogas e porte ilegal de arma

05/10/2018

Drogas, revólver, munições e dinheiro apreendidos com os suspeitos O pintor de 37 anos e seu irmão de 34 foram presos na noite de quinta-feira, 4, por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo no bairro Morada do Sol, em Rio Preto. Segundo informações policiais, mais de R$ 30 mil foram encontrados em posse dos suspeitos e na residência onde moram ainda foi apreendido mais dois revólveres, um calibre 38 e outro calibre 32.

De acordo com as informações do boletim de ocorrência, em patrulhamento de rotina pelo bairro Vila Emaz, os policiais se depararam com os irmãos em um Volkswagen Voyage, sendo que o motorista do automóvel é conhecido como “Kom” suspeito de traficar em Rio Preto e, por essa razão, o abordaram.

Em revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado na pose do suspeito, mas dentro do porta-luvas os policiais encontraram R$ 9 mil. Interrogados separadamente, o suspeito de 34 anos alegou que viu seu irmão recebendo o dinheiro de um homem em uma padaria.

Ao interrogar o outro suspeito, ele não quis se pronunciar. Questionados sobre onde moravam, eles indicaram endereços diferentes. A polícia seguiu pelo primeiro passado pelo irmão mais novo, que era uma residência no bairro Morada do Sol.

Enquanto estavam sendo levados para o tal endereço, “Kom” confessou que morava neste mesmo local e que havia dois revólveres e drogas dentro do seu guarda-roupas. Chegando na casa, em revista pelo local, os policiais encontraram dentro de uma caixa de sapato um caderno com anotações, um revólver calibre 32 com 12 munições, um revólver calibre 38 com 11 munições intactas, 151 porções de crack e mais R$ 21 mil. O suspeito “Kom” assumiu ser responsável por todos os objetos encontrados.

Os irmãos foram levados até a Central de Flagrantes e foram presos por tráfico de drogas e pose ilegal de arma de fogo, ficando à disposição da Justiça.

(Colaborou Luciano Ramos)

Em alta, Bolsonaro tem 39% dos votos válidos e Haddad, 25%, diz Datafo

05/10/2018

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) ampliou sua vantagem sobre os concorrentes na disputa pelo Palácio do Planalto, aponta pesquisa do Datafolha.

Ele tem agora 39% dos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, estando a 11 pontos percentuais do patamar para a vitória no primeiro turno, faltando três dias para o primeiro turno da eleição.

O petista Fernando Haddad manteve-se estável na segunda posição isolada, com 25% dos votos válidos. Ele está empatado com Bolsonaro na simulação de segundo turno.

No pelotão inferior, se mantiveram estáveis Ciro Gomes (PDT), com 13% dos válidos, e Geraldo Alckmin (PSDB), que registrou 9%.

O Datafolha ouviu 10.930 eleitores em 389 cidades do país na quarta e nesta quinta (4). A margem de erro do levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, é de dois pontos percentuais para mais ou menos. O nível de confiança é de 95%.

Quando analisada a evolução em votos totais, Bolsonaro foi o único que oscilou acima da margem de erro, confirmando o espraiamento de seu voto em diversos segmentos —se a onda será suficiente para os 50% mais um voto necessários para a vitória no domingo, é incerto.

Ele subiu de 32% para 35% desde o levantamento divulgado na terça-feira, 2. A curva já vinha ascendente: na semana passada, ele tinha 28% dos votos totais entre 26 e 28 de setembro.

A pesquisa anterior havia registrado um aumento de sete pontos na sua intenção de voto entre mulheres, ocorrido após as manifestações de cunho feminista do EleNão do fim de semana.

Agora, oscilou um ponto para cima, atingindo 28% dos votos totais no segmento feminino. Entre homens, cresceu quatro pontos de terça para cá, atingindo 42%.

Seu melhor desempenho foi entre os mais ricos, onde subiu nove pontos e chegou a 53% dos votos totais. Aqui, Alckmin teve uma sangria de quatro pontos, sugerindo uma adesão dos tucanos a um voto antipetista. Nos outros estratos de renda, houve estabilidade.

Regionalmente, Bolsonaro subiu três pontos no populoso Sudeste, chegando a 39% totais, contra 16% de Haddad. Cresceu mais ainda no Norte (cinco pontos) e Centro-Oeste (quatro pontos).

Ciro e Alckmin mantiveram suas posições da terça, empatados tecnicamente. O pedetista segue com 11% dos votos totais e o tucano, mesmo dispondo da maior artilharia de tempo no horário gratuito, segue estagnado: oscilou negativamente de 9% para 8%.

Marina Silva (Rede) encabeça o bloco final com 4%, empatada tecnicamente com João Amoêdo (Novo, 3%), Alvaro Dias (Podemos, 2%), Henrique Meirelles (MDB, 2%) e Cabo Daciolo (Patriota, 1%). No limite da margem de erro, Marina e Alckmin empatam com 6%.

Nas simulações de segundo turno, o fator rejeição é central. Aqui, tanto Bolsonaro quanto Haddad, os candidatos mais competitivos para chegar lá, mantiveram altos índices estáveis nesta semana.

O deputado segue rejeitado por 45% e o ex-prefeito paulistano oscilou de 41% para 40% o índice daqueles que não votam nele de jeito nenhum. Exemplificando a polarização da disputa, seus eleitores são os mais convictos hoje: 86% dos bolsonaristas e 83% dos pró-Haddad dizem estar certos do voto.

Num hipotético segundo turno com Haddad, Bolsonaro empata tecnicamente com o petista. Manteve os 44% que tinha na terça, enquanto o adversário oscilou positivamente um ponto, para 43%. Segue perdendo para Ciro (42% a 48%) e empata na margem com Alckmin (42% a 43%).

Bolsonaro tem sua maior rejeição entre mulheres (50%), mais jovens (50%) e mais pobres (52%). Haddad, entre mais ricos (acima de 10 salários mínimos mensais, 66%, e entre 5 e 10 salários, 58%) e escolarizados (57%).

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